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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"Saudades..."

“Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. 
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades… 
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei… 
Sinto saudades da minha infância, dos momentos incríveis que vivi ao lado daquelas pessoas queridas, de ir pra praia e só pensar em brincar, correr, surfar... 


Do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, 
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter… 
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, 
lembrando do passado e apostando no futuro… 
Sinto saudades do futuro, que se idealizado, 
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser… 
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! 
De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. 
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre! 


Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! 
Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. 
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências… 
Sinto saudades do gatinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, que eu chorei quando partiu... Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar! 
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar.
Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. 
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que… não sei onde… para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi… 


Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades, em japonês, em russo, em italiano, em inglês… mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados… para contar dinheiro… fazer amor… declarar sentimentos fortes… seja lá em que lugar do mundo estejamos. 
Eu acredito que um simples “I miss you” ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades… 
Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. 
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! 

De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência…”
—Clarice Lispector (com algumas modificações)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Relatos de Saudade

Um Post com sentimentos reais.


Relatos de uma vida!

E o que acontece quando você acorda com aquela vontade de voltar para o passado?

Acredito que vários de vocês já pensaram nessa possibilidade. 
Se existisse uma máquina do tempo que te levasse de volta para aqueles momentos que você nunca quis abandonar, aquele momento de alegria, felicidade, companheirismo e amor...

Digo isso por mim, talvez experiência própria de alguém com sentimentos contraditórios...

Gostaria eu poder voltar lá para o dia em que ganhei minha primeira bicicleta 
ou fiz meu primeiro gol... O momento onde toda a arquibancada gritava pelo 
meu nome e a emoção tamanha que senti...  
Momentos que quando voltam para cabeça, só deixam saudade e vontade...

 Lembro-me como se fosse hoje o dia em que peguei minha primeira onda, 
em que dei meu primeiro beijo, 
em que senti pela primeira vez aquele frio na barriga e a vontade de estar com alguém... 
São momentos que ficam, que marcam, onde a vontade se faz presente em cada dia que passa..


Lembro-me de cantar na chuva, de rir até chorar, de correr por campos abertos sem direção, apenas sentido o verde sob meus pés e o vento no rosto, lembro também de olhar para o lado e ver que eu não estava sozinha...

Lembro-me de brincar até escurecer, cair de bicicleta e levantar rindo...




Lembro-me das tantas tardes onde a única preocupação 
era a de ainda não ter escolhido a brincadeira do dia...

Lembro-me do mar, do leve toque das ondas aos meus pés, 
do aroma gostoso daquele oceano sem fim... 
De olhar para trás e ver lá aquela pessoa querida, 
te esperando, apenas lá por você, um avô que nunca será esquecido.

Apenas Lembranças de um passado que não cansa de se fazer presente.




Não há como descrever aquilo que sentimos se somente o coração guarda em si as respostas que buscamos!





Saudades é o amor que fica!